“Voltai ao primeiro Amor”

A pregação “Voltai ao primeiro Amor” foi ministrada pela Suzane Bhering, da RCC Viçosa, na manhã deste domingo, 14 de fevereiro. A condução foi embasada na passagem do Evangelho de São Lucas 15, 11-32, que fala sobre o filho prodigo e o pai misericordioso. O convite d’Ele para nós é não nos contentarmos com o que já temos, porque a experiência com o Amor de Deus é única e se renova a cada dia.

Suzane Bhering iniciou destacando que voltar ao primeiro Amor é voltar Àquele que nos amou primeiro. Nós não somos anônimos aos olhos de Deus, porque Ele nos conhece e nos chama pelo nome: “Não temas; eu te resgatei, te chamei pelo nome, tu és meu” (Isaias 43, 1b).

A parábola do filho prodigo nos ensina sobre a misericórdia de Deus. Ele conhece nossas falhas, mas continua nos amando. A atitude do filho mais novo de pedir a parte da herança é dolorosa para o pai, porque é como se o filho o considerasse morto. No entanto, o pai ama com liberdade e permite que o filho vá embora. Da mesma forma somos nós, livres para fazer nossas escolhas, porém, prisioneiros das consequências delas.

Muitas vezes o que nos faz abandonar a Deus é a falta de relacionamento diálogo. Só permanece no Amor aquele que persevera, que mergulha numa experiência de entrega e de maturidade cristã. Deus não deixa de ouvir nossas orações, mas quem não se aprofunda no Amor vai embora.

Nós somos especiais para Deus e para nós Ele sempre tem o melhor, mesmo que as pessoas tentem nos convencer do contrário. Filho de Deus não foi feito para comer a lavagem dos porcos, mas sim, para comer o melhor.

Suzane Bhering também contou uma estória de um pai puxando o filho pelo laço, cena que foi fotografada e publicada em jornal gerando grande repercussão negativa. As pessoas acreditavam que o pai teria maltratado o filho. No entanto, além da foto, algumas pessoas filmaram a cena que revelava na verdade que o pai estava montado num cavalo com um laço na mão. Em determinado momento, ele viu que seu filho ia cair pela ribanceira e a única coisa que ele podia fazer para salvar o filho era jogar o laço. Ou seja, às vezes a maneira que Deus vai nos amar é nos exortando ou nos chamando a atenção.

Quando o filho retorna para a casa do pai, o irmão mais velho fica encolerizado porque fisicamente ele estava próximo do pai, mas com o coração distante. Muitas vezes nós servimos para Deus, mas com pouco relacionamento com Ele. É necessário que a gente reconheça Deus como Pai e tenhamos um relacionamento com Ele.

É necessário nos permitir ser amado por Deus, talvez estejamos na posição do filho mais novo que quer voltar para o Amor do Pai ou sejamos o filho mais velho que está próximo, mas de forma recolhida não se permite experimentar deste Amor. Nós não podemos nos afastar daquele que nos amou primeiro.

Durante seu testemunho, Suzane Bhering destacou que as obras de Deus são feitas por completo. Quando fazemos uma experiência com o Amor de Deus, a obra é completada. Dessa forma, sempre precisamos chamar Ele de pai. Nossa vida é um milagre!

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