Vamos agora…

“Vamos agora”, esse é o chamado que Deus fez nessa tarde de domingo no Seara. O chamado é de recordar de que é preciso conduzir a nossa vida para o céu, de sair da comodidade, do lugar que estamos para ir ao encontro das promessas de Deus.

Sergio Santos, o Serginho, começou sua palestra trazendo três pontos para a reflexão;

Se eu preciso ir a algum lugar:

1)Eu vou com quem?

2)Eu vou para onde?

3)Quando que eu vou?

O que já sabemos é que não vamos sozinhos a lugar nenhum sozinho. Sabemos também que não iremos para qualquer lugar. E é preciso entender que precisamos ir com urgência.

Para introduzir o tema central do momento, Serginho trouxe a passagem de Josué 1, 1-3; em que Deus leva seu povo à terra prometida, missão confiada a Josué, após a morte de Moisés. Mas, para irmos de encontro com o chamado de Deus, precisamos entender o nosso lugar no relacionamento com Deus. Se não ficar claro de que somos servos, corre o risco de querermos nos tornar senhor de nós mesmos. Moisés, primeiramente, entendeu qual era o seu lugar diante de Deus. Um humilde servo.

O povo o qual Moisés guiava era reclamão, arrogante… Muito parecido com a situação com que nos encontramos, é um povo muito semelhante a nós. Porém, mesmo na arrogância, na desobediência… ainda é o povo chamado por Deus! Apesar das muitas limitações, ainda sim somos escolhidos por Deus, por isso não podemos desistir.

Serginho usou como base a vida de Moisés para nos mostrar o chamado de fazer a vontade de Deus. No início de sua vida, o profeta não tinha uma identidade, um hebreu criado como príncipe de Egito. Não sabia quem realmente era… Por isso que, apesar da “bagunça” que pode estar a nossa vida, precisamos manter a calma. Mesmo cheio de defeitos e sem uma identidade firmada, Deus escolheu Moisés para ser líder do seu povo.

Na segunda parte da vida do profeta, ele tem o encontro com Deus. Ali ele reconhece a sua identidade e seu chamado de estar com seu povo.

Já na terceira parte da vida Moisés recebe muitas bençãos, mas encontra muita luta e dificuldades. Quantas vezes temos a ideia errada de que se Deus nos chama a algo, aquilo vai ser fácil, que nós não teremos sofrimentos… Mas não é bem assim. É um desafio que precisamos aceitar. A vitória é certa! Com Deus não há dúvidas! Mas precisamos entender a luta que aceitamos junto com o chamado.

Contudo, Moisés morreu antes de chegar à terra prometida. Serginho recordou nesse momento de que tudo na vida tem um começo, meio e um fim. Nem sempre chegaremos à           “terra que emana leite e mel”, mas precisamos viver a missão que Deus nos chama até o momento do fim que o Senhor dá a ela.

Assim como o povo hebreu viu as maravilhas daquela terra, viu também o povo que habitava aquela região e desanimou. Moisés que tinha, por promessa de Deus, uma terra prometida viu seu povo preferir voltar para o Egito. Josué, porém, lembrou o profeta de que tem ao lado um Deus fiel.

Após a morte de Moisés, que nem chegou a conhecer a terra prometida, o Senhor confia a missão de guiar o povo a Josué. Deus olha para cada um de seus servos e chama: “Vamos agora”. Não é um chamado fácil. Sair do nosso lugar e ir é sempre desafiador. Das lutas que iremos travar, precisamos ser resilientes. Se cairmos, se formos infiéis… precisamos sempre levantar e não se desesperar diante de algum sofrimento, pois ele também tem um fim.

Respondendo as reflexões iniciais, Serginho mostrou que o chamado de Deus é o “vamos”, não o “vai”. Ou seja, não vamos sozinhos, é Deus quem vem junto!

O fim último de todo chamado de Deus é o céu! E precisamos ter urgência para responder esse chamado. Deve ser feito com urgência, pois se demorarmos a responder, o inimigo nos toma de Deus. Por isso é preciso vencer o medo que nos impede de ir e caminhar com as promessas de Deus. E lembrar que “o único caminho que serve o é caminho do céu!”

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