O que tem tirado a nossa alegria e nos afastado do amor de Deus?

Feliz
o homem que não procede conforme o conselho dos ímpios, não trilha o caminho
dos pecadores, nem se assenta entre os escarnecedores”. (Salmo 1, 1).
Foi
assim que a Adriana Moutinho, participante da RCC Viçosa há 25 anos, iniciou sua
pregação. Para realmente buscarmos a felicidade e evitar perder a nossa alegria,
não podemos ser ímpios, cruéis, desumanos e nem perder a fé. E tudo que
desumaniza o homem, é pecado.
Existem
muitas situações que nos impedem de viver a alegria que vem de Deus. Essas
coisas fazem com que aos poucos vamos nos distanciando do verdadeiro Amor e
consequentemente nos distanciamos de nós mesmos e dos outros. Estando tão
longe, impedimos que Deus se aproxime de nós e derrame suas graças para nos
curar.
E
o que nos tira a alegria? Todas aquelas situações em que mergulhamos na
fraqueza de nossa humanidade e nos fazem pecar contra o amor de Deus. “Ora, as
obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria,
superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos,
invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes. Dessas coisas vos
previno, como já vos preveni: os que as praticarem não herdarão o Reino de Deus”
(Gálatas 5, 19 – 21).
Segundo
o Catecismo da Igreja Católica “Pode-se
pecar contra o amor de Deus de diversas maneiras: a indiferença descuida ou
recusa a consideração da caridade divina; desconhece-lhe o cuidado preveniente
e nega-lhe a força. A ingratidão não reconhece, por desleixo ou recusa formal,
a caridade divina, não retribuindo amor com amor. A tibieza, que é hesitação ou
negligência em corresponder ao amor divino, pode implicar a recusa de se
entregar ao movimento da caridade. A acédia ou preguiça espiritual chega a
recusar a alegria que vem de Deus e a aborrecer o bem divino. O ódio a Deus
nasce do orgulho: opõe-se ao amor de Deus, cuja bondade nega, e ousa
amaldiçoá-lo como Aquele que proíbe o pecado e lhe inflige o castigo
”. (Catecismo
da Igreja Católica, 2094)
São
Paulo em sua carta aos Romanos nos diz que não fazemos o bem que queremos, mas
somos capazes de fazer o mal que não queremos. (Rm 7, 19). E muitas vezes
falamos coisas que ferem as pessoas que amamos. Somos capazes também de negar o
serviço a Deus e nos afastamos D’Ele. Isso nos afasta da verdadeira alegria que
nos vem de Deus. Muitas vezes os filhos tiram a alegria dos pais, porque
escolhem trilhar caminhos que levam a perdição. A falta de acolhimento, a falta
de perdão, brigas na família ou no trabalho, rancor, inveja nos tira essa
alegria.
Na
maioria das vezes temos a ciência de que aquela situação que vamos ou estamos
vivenciando nos afastará da alegria de Deus. É como se fosse um sinal de Deus
nos avisando, “não filho, não vá, não se afaste de mim”. É um apelo de Deus,
que infelizmente somos incapazes de perceber a ação D’Ele.
Precisamos
estar cientes que mesmo enfermos, somos guerreiros. Mesmo em situações que nos
tiram a alegria, somos guerreiros e temos a graça de Deus. Para buscar a
alegria verdadeira precisamos estar na presença de Deus, diante D’Ele, aos pés
da cruz do Senhor.
E
é aos pés da cruz que temos que depositar todas as nossas misérias e nossas dificuldades.
Nos rasgar por inteiro, entregando verdadeiramente a nossa vida nas mãos de
Deus e tomar posse de que nunca mais nada disso nos afastará da verdadeira
alegria que nos vem de Deus. Pois “A alegria do Senhor é a nossa
força” e somente N’Ele e por Ele conseguiremos vencer.
E
quando a caminhada se tornar difícil, possamos nos fortalecer no Senhor, buscar
a força em Deus para nos ajudar a vencer as situações que nos afastam da
alegria D’ele. Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano
poder. Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do
demônio”. (Efésios 6, 10-11).
E você? Quais tipos de situações têm tirado a alegria da sua vida?

Não
entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. A
alegria do coração é a vida do homem, e um inesgotável tesouro da santidade. A
alegria do homem torna mais longa a sua vida. Tem compaixão de tua alma,
torna-te agradável a deus, e sê firme; concentra teu coração na santidade, e
afasta a tristeza longe de ti, pois a tristeza matou a muitos, e não há nela
utilidade alguma. A inveja e a ira abreviam os dias, e a inquietação acarreta a
velhice antes do tempo”. (Eclesiástico 30, 22-26).

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