Ele é Deus

A segunda-feira de Seara contou com a terceira pregação ministrada pelo Monsenhor Luiz Antônio Reis, que conduziu o tema: Ele é Deus. Ele iniciou com a passagem do Evangelho de São Marcos, onde Jesus acalma a tempestade.
O sacerdote nos fez refletir sobre o senhorio de Jesus, que significa chamá-lo de Senhor. Mais do que demonstrar respeito, é proclamar que Jesus é Deus.
Jesus é verdadeiro homem, e verdadeiro Deus, em Sua humanidade, Ele dormia; em Sua divindade, Ele faz o mar se acalmar. Os discípulos indagaram: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” (Mc 4, 41). Diversas vezes é feita essa pergunta no Evangelho, e mesmo depois de todo milagre, cura e feitos de Jesus, somente na Cruz é de fato proclamado para todos que Ele é Deus, quando o centurião proclama: “Este homem era realmente o filho de Deus” (Mc 15, 39).
O Monsenhor Luiz Antônio nos mostra que quem nos faz reconhecer que Jesus é Deus é o Espírito Santo. Se nas nossas provações, nós nos rendermos ao Espírito Santo, faremos a experiência de Jesus como nosso Deus. Devemos desejar receber a graça de proclamar que Jesus é o meu Deus, Ele é o meu Senhor.
O Seara nesses dias nos ensina o poder do louvor, nos convida a clamar e invocar o sangue, glória e poder de Jesus. Mais uma vez devemos desejad receber o Espírito Santo, porque quem o fizer irá reconhecer Jesus como Deus. A quaresma é um tempo privilegiado para meditar a Cruz de Jesus, e de receber de maneira nova o Espírito Santo.
A quaresma nos convida a carregar a cruz com cristo para o calvário, e o Padre Luiz nos fez um convite ousado e de firme clamor para essa graça: que façamos da Via Sacra nossa oração diária, para irmos no caminho do calvário. Para que possamos nos encher do amor de Cristo, fazer esse caminho de dor, sofrimento e humilhação, nos permitirá também sermos elevados, sermos ressuscitados com Ele na Sua glória.
No caminho de dor de Jesus, ele sofria e amava, mas, nesse caminho, Ele amava mais do que sofria. Ele nos amava mais do que cada gota de seu precioso sangue, pregado na Cruz. Jesus nos perdoa, e nos chama, Ele tem insistido em nos chamar pelo nome nesse Seara.
Ainda sobre a Via Sacra, Padre Luiz nos ensina que os santos meditavam a Via Sacra, e ofereciam sua companhia para Jesus, pois percebiam Sua solidão, e assim eles entraram e viveram verdadeiramente o caminho. Na pregação fomos convidados a também participar dessa forma, pois sendo Jesus, o próprio Deus, quando oferecemos nossa companhia no seu caminho de Cruz, Ele aceita. Quando oferecermos nossa companhia a Jesus em seu caminho Ele irá nos permitir participar do seu caminho de calvário e, de forma sobrenatural, as estações irão nos revelar algo para nossa santidade.
Foi dito ainda para não fazermos pouco caso desse convite na pregação, pois estaremos tendo Satanás como guia, e muitas vezes é isso que nos falta: subir no calvário com Jesus. A fonte de todo amor na Cruz, deseja nos dar força e perseverança, e só podemos fazer isso na experiência da Via Sacra, na experiência de fazer companhia para Jesus.
Vale relembrar a palestra anterior, onde Jacozinho alertou sobre a preguiça, o desânimo de chegarmos até a Cruz de Cristo. Hoje no Seara, depois de elevar nossa oração na voz dos anjos, somos libertos de todo espírito ruim, e somos convidados a elevar nossas vozes no dia a dia. Jesus subiu o calvário oferecendo seus sofrimentos, suas lágrimas, sua dor e seu sangue. Ofereceu-se a si mesmo e, naquele momento, Jesus não era prisioneiro dos fariseus, mas sim livre, verdadeiramente livre, e nós só podemos de fato sermos livres, quando nos damos livremente a Deus por amor.
Somos convidados a fazer como Jesus, subir o calvário com Ele, e devemos oferecer nossos sofrimentos, reconhecendo que Jesus trilhou o calvário intercedendo por todos nós, desejando que nós fizéssemos companhia para Ele. Da cruz vem grande força, em um mundo onde estamos cada vez mais fracos e abatidos, encontramos força e alegria em Jesus.
Ele é Deus. Ele é o Senhor, e deseja ser nosso Deus, e nosso Senhor.

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