PREGAÇÃO: “A Cultura da Ostentação e da Aparência” (Mt 23, 27-28) – Adriana Moutinho RCC Viçosa

Adriana, pertencente à renovação carismática católica de Viçosa-MG, introduziu o tema da pregação explicando a origem do ato de ostentar objetos e inúteis aos outros, que provém de pecados como a inveja, luxúria, vaidade, o orgulho, o exagero em focar somente na aparência ao invés da essência. Esse disfarce, que corrompe o nosso servir à Deus na comunidade, não é capaz de mostrar verdadeiramente quem somos, e assim, gradativamente, o reflexo divino depositado em nós é sucumbido.

Para embasar essa verdade que a Adriana trás à tona, a Palavra que se encontra no Evangelho de São Mateus 23, 25-29, nos exorta sobre o perigo de sermos como os escribas e fariseus hipócritas que tanto evitavam a impureza da superfície que foram assimilados aos sepulcros caiados. De fato, sabemos que dentro de um túmulo, onde os resquícios da carne em decomposição são disfarçados por belos ornamentos e enfeites com flores. E, na grande maioria das vezes, deixamos que coisas podres aumente a nossa sensibilidade de perceber a presença do pecado em nós, retardando o retorno ao primeiro Amor, cuja busca é necessária à alma que deseja permanecer na graça de Deus.

Pode-se acrescentar que o nosso Pai criador nos conhece mais do que a nós mesmos e só Ele sabe o que tem dentro do coração de cada filho seu, seja as nossas falhas, limitações e até o que possuímos de mais virtuoso e bom. Para exemplificar, quando recebemos um elogio por algo bem feito na Igreja, em casa ou no trabalho, a resposta tende à soberba que deve ser substituída pela gratidão do reconhecimento da ação de Jesus no nosso ser, pois Deus nos escolhe apesar de nós, fracos e imperfeitos, mas que nunca desiste de levantar a cada queda, uma vez que “santo é um pecador que nunca desiste” (São João Paulo II).

Por fim, o profeta Isaías deixa para nó que ” (…)haverá uma vereda pura onde os remidos do Senhor encontrarão alegria e gozo (…)”. Dessa forma, existem meios que nos auxiliam a permanecer próximos a Deus e firmes na fé, como a confissão, para limparmos a sujeira que o pecado acumula em nossa alma; o jejum, prática que também ajuda a purificar a mente, o corpo e alma dos apegos materiais; a oração, relação de intimidade e amor filial para com o Deus juntamente com o estudo de sua Palavra que é viva e eficaz; a eucaristia que nos mantém unidos com corpo, o sangue a alma e a divindade de Jesus.

O Senhor espera ansiosamente o encontro com cada alma, pois Ele te resgata e te chama pelo nome, és D’Ele! (Isaías 43)

Por Francielle Paixão – Equipe de Mídias

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