“Eu escolho o Senhor” (cf. Lc 10, 38-42)

Tão logo que o padre D’Artagnan subiu ao palco, nos cumprimentou, o fogo já foi logo descendo. Pisquei o olho e lá estava a assembleia sendo batizada no Espírito Santo. E mais uma vez a oração dele foi como uma flecha certeira.
Posso ver Deus. Posso ver a unção do Espírito que paira sobre este local lotado de pessoas sedentas deste momento. Uma música do Espírito Santo muito bem ministrada por esses músicos que tantas batalhas estão lutando neste SEARA. Que Deus os visite também.

Ao olhar para o padre podemos ver um homem na luta pelo céu, e que neste momento está exalando santidade. Deus o escolheu nesta tarde! Seus olhos fechados e ouvidos atentos a voz de Deus.

O padre não fala muito, mas sentimos tudo. Sentimos Deus. Um momento de silêncio. Sinto dor muita dor, sei que curas aconteceram. Se a introdução foi assim, anseio pelo desenrolar deste momento.

Após proclamar a palavra de Lc 10,31, o padre nos levou a pensar o quanto Jesus era íntimo naquela casa, pois Marta e Maria não iriam” brigar” na frente de um estranho. E ainda colocaram Jesus no meio da confusão. Ele era de casa.
Precisamos rezar como nos encontramos com alguém de casa. Em momento nenhum Jesus repreendeu Maria. Repreendeu Marta porque andava preocupada e deixava o serviço a absorvê-la, mesmo que trabalhando para Deus. Assim fazemos nós.

Lembrando-nos da palavra do filho pródigo o padre disse quantas vezes nos enxergamos somente no filho mais novo. Olhando para o filho mais velho, perdido, dentro da casa do pai, no ativismo, brigando muito com todo mundo. O filho mais velho se perdeu na vontade de Deus cheio do serviço de Deus. O irmão mais velho fazia tudo “certinho”.
Quem não reza sem máscaras não experimenta o amor de Deus e vive carente e detém inveja de quem sabe se deixar amar. Assim fez o filho pródigo. Não sabia nem pedir um abraço para o pai.

Marta podia ter pedido licença e parado para escutar Maria sem brigar. Escolho fazer as coisas para Deus mas não escolho estar com Deus. Ativismo!!! Deus não se confunde com as coisas DEle. A urgência absoluta que não pode esperar e estar com Deus.

No início da caminhada a tentação é muito clara. Carnaval do mundo ou na canção Nova? Depois o diabo usa técnicas mais refinadas. Entra por uma porta que não é dele para sair por uma porta que é dele.

Alguém que trabalha muito na igreja a tentação vem em assumir tudo para fazer. Uma hiper crítica em relação ao que os outros fazem e só eu sei fazer. Exorta-nos com autoridade.

Marta era a dona da casa responsável por tudo e se ela era casada Deus me livre. Rindo -se o padre chamou Marta de mandona, rs Acho que a carapuça serviu por aqui. Marta pediu para Jesus mandar Maria parar de ouvi-lo e ajuda lá. Marta deu uma ordem à Jesus. Quantas vezes nos fazemos assim com Jesus.

Deus é muito maior do que suas obras. Viemos para o Seara para escolher Deus. E só escolhendo Deus eu posso resistir a este mundo maldoso, cruel e violento. Se vence o pecado é estando com Deus.

Precisamos muito aprender com Maria de Betânia. Antes de escolher a obra de Deus ela escolheu o Deus da obra.
Apegada a obra de Deus Marta não tinha tempo para ouvir a Cristo e com o coração ferido se entregou ao ativismo.
Se a perseguição nos desanima é porque estamos muito fracos. Quando vem alguém reclamar da pastoral é porque tirou o Olhar do Senhor, eu logo vejo relata o padre. Lembra-se de Pedro andando sobre as águas e quando desviou o olhar começou a afundar.

Devemos rezar: me ajuda Senhor, a obra é sua Senhor e Jesus reponde: você vai deixar de me atrapalhar e vai deixar eu fazer?

A vontade de Deus quase sempre passa pela cruz. Que venham as cruzes tendo Deus comigo. Não importa. Olhos fixos em Jesus!!!

Que você saia desta tarde escolhendo Cristo. A vontade Dele. Do jeito Dele. No tempo dele. E possa dizer como Maria: eis me aqui a serva do Senhor faça se em mim como a Sua palavra do seu jeito no seu tempo.

O padre conta sobre uma viagem do cardeal Vantuan com dom Luciano e sua mala caiu, abriu e estava vazia. Dom Luciano perguntou por que você leva uma mala vazia? Para não deixar as pessoas constrangidas e ficarem me perguntando. Eu não preciso de nada. Disse o cardeal.

Continuou o padre: 80 por cento do que a gente fala que é cruz é “bubiça” nossa . É medo, vaidade. Pensamos que somos especiais. E se eu errar eu peço desculpas. Mas quando eu penso que sou especial eu quero esconder meu erro.
Ele nos convidou a ficar de pé, fechar nossos olhos e silenciar e deixar e pregação ressoar em nosso coração. O que Deus nos falou? Na história do filho pródigo quem sou eu? Sou Marta ou Maria?

Hoje Deus nos convida a olhar pro alto para o céu e escolher a vontade Dele. Sem fugir das cruzes e sofrimentos. Sem fugir do sacrifício que Deus me pede…

Qual foi a última vez que eu me senti amado por ti? Que inveja sinto de Maria por poder te escutar. Eu estou perdido no meio de um ativismo sufocante. Já não percebo a obra de Deus. Só vejo defeitos e murmuração.

Eu renuncio a tudo isso é quero escolher a tua vontade. Meu coração está apegado as coisas e pessoas E me sinto tão sozinho mesmo que rodeado de pessoas e títulos. Há Senhor eu cansei e humildemente te peço hoje eu preciso de um abraço.

Termino estas linhas balançada. Meio sem chão e com vontade de rezar mais minha vida. E você conte me o que está pregação fez dentro de seu íntimo?

Patrícia Nunes
Equipe de Mídias – Seara 2020

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