“Curados para anunciar o Senhor” (cf. 2Rs 5)

Ao início da pregação, foi invocado o Espírito Santo sobre o pregador Ernando, para que ele pudesse usar as palavras acertadas, por meio do poder do Senhor, Pai das Misericórdias, e pela intercessão da Santíssima Virgem Maria.

Primeiramente, Ernando falou que serve a Deus na RCC há 17 anos, por meio do Grupo de Oração Santo Antônio. Frisou o tema de sua pregação: “Curados para anunciar o Senhor” (cf. 2Rs 5). Após proclamar a Palavra, ele apontou a história de Naamã como paradigma para a caminhada de fé cristã: Naamã era leproso, porém valente, por isso vai da Síria até Israel, porque procurava o Deus verdadeiro que pudesse curá-lo.

“Um homem marcado por uma dor física, mas também sentimental, teve de se colocar à frente dos homens”. Naamã queria ser curado em Israel. Com isso, Ernando aponta que não somos muito diferentes de Naamã: “também queremos ser curados”, disse.

“Nós viemos ao Seara, porque precisamos de cura”. Temos inúmeras doenças que nos trouxeram até aqui.  O pregador apontou que temos ‘sofrimentos invisíveis’ e aí partilhou uma experiência de quando pregou em um Grupo de Oração de uma cidade vizinha: saindo da igreja, um homem bêbado o abraçou, dizendo que não desejava estar daquele jeito.

Ernando lembrou que também nós trazemos muitos sofrimentos no coração e, por vezes, não conseguimos expressá-los, pois aquilo que planejamos foge do nosso controle, daí passamos a guardar essas angústias. Em seguida, partilhou sobre a relação dele com os filhos: “ver aquele rostinho bonito, os olhos brilhando é bom demais!”. Ele, ainda, retomou o testemunho do homem da cidade vizinha, que sofreu a negação do próprio pai: “imagina o sofrimento daquele homem!”.

Na sequência, retomou o trecho bíblico proclamado para dizer que Naamã recebeu mensageiros enviados por Eliseu, fazendo o pedido que se banhasse no Rio Jordão sete vezes, o que causou a fúria do leproso. Para que qualquer cura aconteça em nossa vida, é preciso ter fé: “Pai e mãe, se orar com fé, o Senhor atende!”. Nesse sentido, “precisamos estar cercados de pessoas que acreditam mais em Deus que em nós”.

Ernando direcionou-se ao público e perguntou: “há algum servo de Deus aqui?”. “Naamã desceu ao Jordão e banhou-se ali sete vezes” (cf. 2Rs 14), isto é, aquele homem mesmo encolerizado e sem compreender, despiu de suas vestes. Para nós, vale a mesma lição. Precisamos desvencilhar do nosso coração o egoísmo e colocarmo-nos mais em prontidão, obedecendo a vontade de Deus.

O pregador frisou a importância de termos como paradigmática a atitude de Naamã: deixar de lado as nossas seguranças frágeis e abraçar mais aquilo que Deus prepara para todos nós. Recordou-se a música: “Eu quero um rio de água viva. Eu quero um sopro de esperança […]”.

“O Seara não é o rio de água viva. É o canal por onde passa essa água viva” – disse, fazendo referência à passagem bíblica proclamada. Ernando lembrou que essa água viva está presente em cada celebração eucarística, em cada celebração dos sacramentos, em cada grupo de oração. “Naamã experimentou a graça de Deus” e iniciou seu processo de conversão. Na continuidade da narração do segundo livro de Reis, acompanhamos que Naamã volta para a Síria e decide levar um pouco da terra de Israel, com o desejo de construir um templo, para que aquela graça alcançasse todos quantos fosse possível.

Naamã torna-se um homem novo, alguém que tem a vida transformada pelo poder da graça do Senhor. Em outras palavras, o transbordar do amor de Deus alcança todos os corações. No entanto, basta que cada um se decida abraçar tamanho dom que gera vida eterna. “Sê firme e sê corajoso”: essa é a promessa do Senhor durante esses dias de Seara, pois “Ele está contigo”.

“Deus manifesta o seu amor de diversas formas, pois Ele é fiel”. Com isso, Ernando recordou um fato passado, em que a equipe do Seara necessitou de doações faltando poucos dias para o início do retiro. Deus enviou uma mãe que, rezando pelo encontro, quis ajudar financeiramente.

Em seguida, o pregador relatou uma depressão pós-parto da esposa, época também em que ele trabalhava em cinco lugares diferentes. Por isso, não conseguia acompanhá-la. Nesse mesmo contexto, o Pe. Alex (na época, seminarista) entrou em contato pedindo uma pregação na cidade de Ponte Nova-MG. Daí, surgiu a oportunidade de lecionar história em uma escola daquela cidade.

Se buscamos a cura, também precisamos levar a experiência de Deus, por isso não podemos guardar esse dom concedido por Deus. Desse modo, “somos curados para servir”. O Senhor é fiel e a experiência vivida no Seara deve ser levada adiante. Ao fim da pregação, aconteceu um momento de oração, que ajudou a fortalecer no coração a certeza de que Deus é fiel e realiza até mesmo o impossível na vida de cada um de nós.

Geovane Macedo da Costa
Equipe de Mídias – Seara 2020

Comentários no Facebook